Conforme aponta o empresário Ian Cunha, começar um negócio no Brasil é uma jornada cheia de oportunidades, mas também repleta de desafios. Felizmente, existem direitos, benefícios e apoios governamentais reais e acessíveis que ajudam empreendedores, especialmente quem está no início da trajetória, a formalizar, crescer e gerir seus empreendimentos com mais segurança e estrutura.
Esses incentivos vão desde capacitação, acesso facilitado a crédito e linhas de financiamento, até apoio à gestão, educação financeira e benefícios previdenciários. Conhecer e aproveitar essas ferramentas pode fazer toda diferença para transformar uma ideia em um negócio sustentável. Ao longo deste conteúdo, veremos como esses incentivos funcionam na prática e de que forma podem ser usados estrategicamente para fortalecer o empreendedorismo.
Por que programas governamentais são decisivos para novos empreendedores
O ambiente empreendedor no Brasil tem passado por mudanças significativas, com crescimento no número de pequenos negócios registrados e um maior incentivo oficial para que pessoas físicas saiam da informalidade e formalizem suas atividades. Segundo dados recentes, mais de 561 mil novos pequenos negócios foram registrados na primeira metade de 2025, um aumento de mais de 25% em relação a períodos anteriores, puxado por iniciativas que facilitam acesso a crédito, capacitação e tecnologia para empresas iniciantes.

Na análise de Ian Cunha, esse cenário mostra que o empreendedorismo está ganhando espaço como ferramenta de inclusão econômica, geração de renda e diversificação do mercado de trabalho, especialmente quando o governo articula mecanismos de apoio que reduzem barreiras de entrada para novos empreendedores.
Direitos e benefícios imediatos ao formalizar o negócio
Ao formalizar sua empresa, principalmente como MEI (Microempreendedor Individual), o empreendedor passa a ter acesso a uma série de direitos e benefícios importantes:
- Cobertura previdenciária: incluindo auxílio-doença, aposentadoria por idade após carência e salário-maternidade, com contribuição mensal reduzida;
- Contratação simplificada de um empregado: com encargos sociais reduzidos, o que torna mais viável contratar colaboradores e expandir o negócio;
- Credibilidade no mercado: uma empresa formal tende a ter mais oportunidades de fechar contratos e estabelecer parcerias;
- Emissão de notas fiscais: essencial para operações mais complexas e para participação em licitações ou fornecimento para outros negócios.
Formalizar-se como MEI ou por meio de outras categorias empresariais protege o empreendedor e abre portas para benefícios que não estariam disponíveis na informalidade.
Quais apoios e programas de capacitação existem para quem está começando?
Antes mesmo de abrir oficialmente o negócio, existem cursos e programas gratuitos que ajudam a desenvolver habilidades essenciais, como gestão financeira, planejamento e marketing, assim como indica Ian Cunha.
O Programa Acredita no Primeiro Passo, por exemplo, oferece cursos gratuitos em diversas áreas da gestão de negócios, incluindo planejamento financeiro, precificação, gestão de vendas e uso de tecnologia, tudo voltado a quem está iniciando um empreendimento. Esses cursos são pensados para tornar a gestão do negócio mais organizada e eficiente, reduzindo riscos e preparando o empreendedor para desafios cotidianos.
Como aproveitar melhor esses direitos e apoios na prática
Para tirar máximo proveito desses benefícios governamentais, é importante:
- Formalizar seu negócio rapidamente, buscando enquadramento adequado (como MEI) para acessar direitos e condições especiais;
- Buscar capacitação desde o início, aproveitando cursos gratuitos que já tragam ferramentas práticas de gestão;
- Planejar o uso de recursos financeiros, avaliando com cuidado linhas de crédito e microcrédito disponíveis;
- Conectar-se com redes de apoio e hubs de empreendedorismo que possam ampliar sua visão de mercado e oferecer networking ativo.
Por fim, conhecer os direitos e benefícios é apenas o primeiro passo. O verdadeiro diferencial está em saber como utilizá-los de forma estratégica na gestão do negócio, assim como frisa Ian Cunha. Formalizar-se cedo, buscar capacitação contínua e planejar o uso de crédito com cautela são atitudes que fortalecem a empresa desde a base.
Autor: Fred Kurtz