Novos títulos chegam aos Meta VR Glasses e ao Quest com recursos de realidade mista, rastreamento de mãos e ambientes virtuais que aproximam os games da proposta de experiências imersivas
A Meta anunciou uma nova leva de jogos e atualizações para suas plataformas de realidade virtual durante o Meta Connect 2026, realizado em 23 de setembro. A apresentação incluiu títulos desenvolvidos para aproveitar recursos de realidade mista, rastreamento de mãos e interação com o ambiente físico. Entre os lançamentos estão Cardmada, Dice Throne Digital, Dragon Grove, Phoenix Wright: Ace Attorney – Dual Destinies, Tetris Effect: Mixed Realities e Two Point Hospital. (Sobre o Facebook)
Os anúncios fazem parte de uma estratégia que aproxima o mercado de games da evolução do chamado metaverso. Em vez de depender exclusivamente de mundos virtuais totalmente separados do ambiente físico, os novos jogos utilizam recursos capazes de combinar elementos digitais e espaços reais. A proposta é permitir que objetos virtuais sejam posicionados e manipulados dentro do ambiente onde o jogador está. (Sobre o Facebook)
Novos jogos apostam na realidade mista
Entre os títulos anunciados está Dragon Grove, um jogo de quebra-cabeças em 3D desenvolvido pela Schell Games. A experiência foi projetada para realidade mista e utiliza rastreamento completo das mãos, permitindo que o jogador interaja com elementos virtuais sem depender exclusivamente de controles físicos. O lançamento está previsto para a primavera de 2027 no hemisfério norte para Meta VR Glasses e Quest 3. (UploadVR)
Outro destaque é Tetris Effect: Mixed Realities, uma nova versão do clássico jogo de quebra-cabeças adaptada para realidade mista. O título utiliza as câmeras de passagem dos dispositivos para reconhecer a geometria e a iluminação do ambiente, incorporando essas características à experiência. O jogador também poderá controlar o jogo utilizando as próprias mãos. (UploadVR)
A estratégia mostra como os games de realidade virtual estão incorporando tecnologias que procuram reduzir a separação entre o espaço físico e o digital. Nesse modelo, a sala, a mesa ou outros elementos do ambiente passam a fazer parte da experiência, enquanto os conteúdos virtuais são sobrepostos ao espaço real.
Meta amplia catálogo para Meta VR Glasses e Quest
A nova geração de títulos não ficará limitada a um único dispositivo. A Meta anunciou jogos para os Meta VR Glasses e para a linha Quest, incluindo experiências desenvolvidas especificamente para recursos de rastreamento de mãos. A empresa afirma que alguns desses jogos poderão ser utilizados sem controles nos novos óculos de realidade virtual. (Sobre o Facebook)
Entre os títulos anunciados está Cardmada, um jogo de cartas com temática de piratas que combina elementos estratégicos com interação virtual. Também foi apresentado Dice Throne Digital, adaptação do jogo de mesa que utiliza dados e cartas dentro de uma experiência de realidade virtual e mista. (UploadVR)
A lista inclui ainda Phoenix Wright: Ace Attorney – Dual Destinies, Supernatural e Two Point Hospital, ampliando os gêneros disponíveis para os dispositivos da Meta. A variedade indica uma tentativa de levar a realidade virtual para além dos tradicionais jogos de ação e experiências experimentais.
Rastreamento das mãos ganha espaço nos jogos
Uma das principais características dos novos títulos é a utilização do rastreamento das mãos. A tecnologia permite que câmeras e sensores acompanhem os movimentos do usuário, fazendo com que as mãos funcionem como parte da interface de interação com o ambiente virtual. (Sobre o Facebook)
A Meta também anunciou uma grande atualização para Beat Saber, prevista para a primavera de 2027. O novo modo, chamado Flux, será construído em torno do rastreamento de mãos de alta fidelidade, permitindo que o jogador utilize as próprias mãos para interagir com os elementos do jogo. (Sobre o Facebook)
A mudança pode alterar a forma como usuários interagem com experiências de realidade virtual. Ao diminuir a necessidade de controles físicos, os dispositivos passam a depender mais de gestos, movimentos corporais e comandos espaciais. Isso também aproxima os jogos de conceitos de computação espacial associados ao desenvolvimento do metaverso.
Meta VR Glasses chegam com proposta de computação espacial
Os novos jogos foram apresentados junto aos Meta VR Glasses, novo dispositivo de realidade virtual anunciado pela Meta. Segundo a empresa, o equipamento pesa aproximadamente 100 gramas e combina realidade virtual, computação espacial, telas virtuais e interação por olhos e mãos. A previsão de lançamento é para a primavera de 2027 no hemisfério norte, com preço anunciado de US$ 1.299,99. (Sobre o Facebook)
A proposta do aparelho vai além dos jogos. A Meta afirma que os óculos poderão funcionar como uma espécie de cinema pessoal, espaço de trabalho e plataforma de entretenimento. O dispositivo também poderá criar múltiplas telas virtuais e transformar superfícies físicas em interfaces para teclado e touchpad. (Sobre o Facebook)
No entretenimento, a empresa anunciou ainda experiências de filmes em 3D e transmissões esportivas imersivas. Segundo a Meta, o dispositivo terá acesso a mais de 100 eventos esportivos imersivos por ano após seu lançamento, por meio de parcerias com empresas do setor. (Sobre o Facebook)
Jogos se aproximam da nova fase do metaverso
Os anúncios do Meta Connect mostram uma mudança na maneira como a empresa apresenta o conceito de experiências virtuais. Em vez de concentrar a estratégia apenas na criação de grandes mundos sociais digitais, a Meta está combinando inteligência artificial, realidade virtual, realidade mista, avatares e computação espacial.
A própria empresa apresentou no evento o Muse Realtime Avatar, tecnologia que transforma interações com inteligência artificial em avatares expressivos e interativos. A iniciativa demonstra como a Meta pretende combinar IA e representação virtual dentro de suas plataformas. (Sobre o Facebook)
Nesse cenário, os novos jogos funcionam como uma das portas de entrada para esse ecossistema. Experiências como Tetris Effect: Mixed Realities e Dragon Grove utilizam o espaço físico como parte da experiência digital, enquanto títulos como Cardmada e Dice Throne Digital exploram novas formas de interação com objetos virtuais.
A expansão do catálogo também ajuda a consolidar os dispositivos de realidade virtual como plataformas de entretenimento e computação, e não apenas como equipamentos voltados a experiências experimentais. A estratégia coloca os jogos no centro da evolução das experiências imersivas apresentadas pela Meta em 2026.