Durante o Connect 2026, empresa apresentou novos óculos de realidade virtual e ampliou a integração do agente de inteligência artificial Muse com dispositivos vestíveis, jogos e experiências digitais
A Meta apresentou uma nova etapa de sua estratégia para realidade virtual durante o Meta Connect 2026, realizado em 23 de setembro. O evento revelou os Meta VR Glasses, dispositivo que combina realidade virtual, computação espacial, entretenimento e recursos de produtividade em um formato semelhante ao de óculos. A empresa também anunciou novas formas de levar seu agente pessoal de inteligência artificial, o Muse, para dispositivos vestíveis. (Sobre o Facebook)
A mudança aproxima a realidade virtual de outras áreas da estratégia tecnológica da companhia. Em vez de trabalhar apenas com experiências imersivas isoladas, a Meta passou a apresentar um ecossistema que combina IA, óculos inteligentes, realidade virtual, realidade mista, avatares e computação espacial. A empresa também afirma que pretende ampliar o acesso a agentes pessoais de IA por diferentes dispositivos. (Sobre o Facebook)
Meta VR Glasses levam computação espacial para um formato mais compacto
Os novos Meta VR Glasses foram apresentados como uma plataforma de computação espacial capaz de reunir entretenimento, jogos e produtividade. Segundo a Meta, o dispositivo pesa aproximadamente 100 gramas e foi desenvolvido para ser utilizado durante períodos prolongados, sem a estrutura tradicional de um headset pesado. (Sobre o Facebook)
A empresa afirma que os óculos poderão funcionar como uma espécie de cinema pessoal, permitindo assistir a conteúdos em 3D, além de oferecer experiências esportivas imersivas. A plataforma também foi projetada para produtividade, com possibilidade de criar múltiplas telas virtuais e utilizar superfícies físicas como parte da interface de interação. (Sobre o Facebook)
O equipamento também representa uma tentativa de aproximar a computação espacial de situações cotidianas. Em vez de restringir a tecnologia a ambientes específicos, a proposta da Meta é permitir que o usuário tenha acesso a conteúdos digitais e ferramentas de trabalho diretamente a partir de um dispositivo vestível.
Inteligência artificial passa a ocupar papel central no ecossistema
Outro eixo da estratégia apresentada no Connect é a integração do Muse, agente pessoal de inteligência artificial da Meta, com os dispositivos da empresa. O agente foi lançado em setembro com a proposta de executar tarefas, organizar informações e ajudar usuários a transformar objetivos em planos de ação. (Sobre o Facebook)
Durante o Connect, a Meta anunciou que o Muse também será integrado aos seus óculos com IA. Dessa maneira, o usuário poderá acessar o agente sem precisar recorrer diretamente ao celular ou ao computador. A empresa descreve a proposta como uma forma de permitir interações com IA ao longo do dia por meio de dispositivos vestíveis. (Sobre o Facebook)
A integração mostra uma mudança importante na estratégia de hardware da companhia. Os óculos deixam de ser apresentados apenas como dispositivos para capturar imagens ou reproduzir áudio e passam a funcionar como uma porta de acesso a serviços de inteligência artificial.
Realidade virtual deixa de ser tratada apenas como entretenimento
Os anúncios também ampliam o uso pretendido para a realidade virtual. Além dos games, a Meta apresentou os Meta VR Glasses como uma plataforma que pode ser utilizada para assistir a filmes, acompanhar eventos esportivos e trabalhar com múltiplas telas virtuais. (Sobre o Facebook)
No setor de entretenimento, a empresa anunciou suporte a filmes em 3D e experiências esportivas imersivas. A Meta afirma que os óculos terão acesso a mais de 100 eventos esportivos imersivos por ano nos Estados Unidos, por meio de parcerias anunciadas no evento. (Sobre o Facebook)
A estratégia também alcança os jogos. Os novos recursos de realidade mista e computação espacial permitem que experiências digitais sejam integradas ao ambiente físico do usuário. Com isso, elementos de uma sala ou de uma superfície podem participar da experiência virtual, aproximando o dispositivo de conceitos associados à evolução do metaverso.
Óculos inteligentes e agentes de IA formam novo ecossistema
A Meta também apresentou uma expansão de sua linha de óculos inteligentes. Segundo a empresa, até o fim de 2026 serão disponibilizados mais de 100 estilos de óculos com IA entre as marcas Ray-Ban, Oakley e Meta Glasses. (Sobre o Facebook)
Entre as novidades está o Ray-Ban Meta Audio, modelo voltado para áudio e interação com inteligência artificial, além da nova geração dos Ray-Ban Meta. A companhia também anunciou novas opções de Meta Glasses e diferentes estilos desenvolvidos em parceria com marcas e personalidades. (Sobre o Facebook)
O objetivo apresentado pela empresa é criar diferentes portas de entrada para o mesmo ecossistema digital. O usuário poderá interagir com recursos de IA pelo celular, computador, óculos inteligentes ou dispositivos voltados à realidade virtual, dependendo da atividade e do contexto.
Muse ganha recursos para interações mais naturais
A estratégia de IA também avança para experiências mais visuais e interativas. A Meta anunciou o Muse Realtime Avatar, modelo desenvolvido para dar movimento e expressão a um avatar durante interações com o agente de IA. A empresa também prepara conversas por vídeo com o Muse. (The Verge)
Esse recurso aproxima os agentes de inteligência artificial de uma representação virtual capaz de conversar e reagir de maneira mais visual. Para o ecossistema de realidade virtual, a tecnologia pode representar uma ponte entre os agentes de IA e os ambientes digitais tridimensionais.
A combinação de avatares, IA e realidade virtual também recupera elementos importantes da proposta original do metaverso, mas com uma abordagem diferente. O foco passa a estar menos na criação de um único mundo virtual e mais na integração de inteligência artificial e experiências digitais em diferentes dispositivos.
Estratégia representa nova fase para o metaverso da Meta
Os anúncios do Connect 2026 indicam que a Meta está ampliando o conceito de metaverso para incorporar tecnologias que ganharam importância nos últimos anos. A realidade virtual continua presente, mas agora aparece associada a IA generativa, agentes pessoais, computação espacial e dispositivos vestíveis. (Sobre o Facebook)
Nesse modelo, o ambiente virtual não precisa necessariamente ser um espaço completamente separado do mundo físico. Os recursos apresentados pela Meta permitem combinar informações digitais, inteligência artificial e elementos do ambiente real, criando experiências que podem ser utilizadas em entretenimento, trabalho, comunicação e produtividade.
A estratégia também coloca os dispositivos vestíveis no centro da evolução tecnológica da empresa. Ao levar o Muse para os óculos e apresentar os Meta VR Glasses como uma plataforma de computação espacial, a Meta busca transformar seus dispositivos em pontos de acesso permanentes aos serviços de inteligência artificial.
Com os anúncios realizados em setembro de 2026, a empresa passa a apresentar realidade virtual e inteligência artificial como partes de um mesmo ecossistema. O movimento reforça a importância da computação espacial e dos dispositivos vestíveis na estratégia de longo prazo da Meta e mostra como o conceito de metaverso vem sendo incorporado a uma visão tecnológica mais ampla.
Fontes: Meta — Tudo o que anunciamos no Connect 2026 · Meta — Meta VR Glasses · Meta — Muse nos óculos com IA · Meta — Muse, agente pessoal de IA.