O conceito de metaverso, idealizado como um universo virtual imersivo, prometia revolucionar a interação digital. No entanto, recentes desenvolvimentos, como a nova propaganda do metaverso, têm gerado dúvidas sobre a viabilidade e a atratividade desse ambiente virtual.
Em fevereiro de 2025, a Meta, empresa de Mark Zuckerberg, divulgou um vídeo promocional do Horizon Worlds, seu espaço no metaverso. A peça publicitária, que pretendia mostrar um encontro de amigos discutindo términos de relacionamento, acabou se tornando alvo de piadas nas redes sociais. Usuários criticaram a baixa qualidade dos avatares e a falta de criatividade do roteiro, ressaltando que o serviço ainda parece muito ridículo para uma tecnologia que deveria ser inovadora.
Essa reação negativa reflete um sentimento mais amplo sobre o metaverso. Apesar dos investimentos bilionários e das promessas de transformação digital, o interesse do público tem diminuído. A Meta, por exemplo, registrou perdas significativas em sua divisão de realidade virtual, levantando questionamentos sobre a sustentabilidade de longo prazo do metaverso.
Além disso, a experiência do usuário no metaverso tem sido aquém das expectativas. Muitos usuários associam a plataforma a versões simplificadas de jogos como The Sims, questionando a necessidade de investir em equipamentos caros de realidade virtual para experiências limitadas.
A falta de clareza sobre o propósito do metaverso também contribui para a sua recepção morna. Enquanto plataformas como Second Life e Minecraft atraem usuários com foco na criatividade, o Horizon Worlds é promovido como um espaço para reuniões de trabalho e interações sociais, o que nem sempre corresponde às expectativas do público.
A Meta tem investido pesadamente no metaverso, mas os resultados financeiros indicam que a aposta pode não estar dando certo. A divisão Reality Labs, responsável pelo desenvolvimento do Horizon Worlds e dos headsets Meta Quest, registrou prejuízos bilionários, levantando dúvidas sobre a viabilidade do metaverso como um negócio lucrativo.
A recente propaganda do metaverso, ao invés de atrair novos usuários, reforçou a percepção de que o serviço ainda carece de desenvolvimento e inovação. Comentários sarcásticos e comparações com jogos antigos inundaram as redes sociais, evidenciando a distância entre a proposta do metaverso e a realidade entregue aos usuários.
Apesar das críticas, o metaverso não está morto. A tecnologia continua em evolução, e empresas como a Meta estão buscando formas de aprimorar a experiência do usuário. No entanto, é evidente que há um longo caminho a percorrer para que o metaverso cumpra as promessas feitas e se torne uma parte integral do cotidiano digital.
Em suma, a jornada do metaverso é marcada por altos investimentos, expectativas infladas e uma recepção cautelosa por parte do público. A nova propaganda do metaverso serve como um lembrete de que, apesar do potencial, a execução e a relevância para o usuário final são fundamentais para o sucesso dessa empreitada digital.
Autor: Fred Kurtz
Fonte: Assessoria de Comunicação da Saftec Digital