Exposição da UFAM combina arte, ciência, inteligência artificial e realidade aumentada para criar uma experiência interativa sobre biodiversidade, povos originários e os impactos ambientais na região amazônica
A relação entre tecnologia e preservação ambiental ganhou uma nova experiência no Amazonas com a realização da Amazônia Interativa, exposição coordenada pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) que reúne arte, ciência e recursos digitais em instalações imersivas. A iniciativa utiliza ferramentas como inteligência artificial, realidade aumentada e microcontroladores para criar experiências sensoriais e interativas relacionadas à biodiversidade amazônica e aos desafios ambientais enfrentados pela região. A exposição ocorre no Museu da Amazônia (MUSA), em Manaus, entre os dias 25 e 29 de setembro de 2026. (UFAM)
A proposta utiliza elementos associados às tecnologias imersivas que vêm ganhando espaço em experiências relacionadas ao metaverso. Em vez de limitar a tecnologia ao entretenimento, o projeto utiliza ambientes e instalações interativas para aproximar o público de temas científicos e ambientais. A experiência busca estimular a participação dos visitantes e apresentar informações sobre o ecossistema amazônico de uma maneira visual, sensorial e interativa. (UFAM)
Exposição transforma tecnologia em ferramenta de educação ambiental
A Amazônia Interativa foi desenvolvida pelo Departamento de Física da UFAM e utiliza diferentes recursos tecnológicos para criar instalações que podem ser exploradas pelos visitantes. A combinação entre inteligência artificial, realidade aumentada e componentes eletrônicos permite construir experiências que vão além da observação tradicional de uma exposição.
Segundo a UFAM, a iniciativa foi concebida para conectar a sociedade à biodiversidade e aos desafios socioambientais enfrentados no Amazonas e em outras partes do mundo. As instalações abordam questões como desmatamento e mudanças climáticas, utilizando a tecnologia como recurso para estimular a reflexão sobre os efeitos das atividades humanas no meio ambiente. (UFAM)
A utilização de tecnologias imersivas também aproxima o projeto de uma tendência que vem sendo observada em diferentes setores: a criação de experiências digitais capazes de combinar elementos do mundo físico com informações e objetos virtuais. Essa característica é uma das bases das aplicações contemporâneas relacionadas à realidade aumentada, realidade mista e ao conceito mais amplo de ambientes imersivos.
A proposta ainda permite que visitantes de diferentes idades tenham contato com conceitos científicos por meio da experimentação. Em vez de apresentar apenas informações em painéis tradicionais, o projeto aposta na interação como forma de facilitar a aproximação do público com os temas abordados.
Inteligência artificial e realidade aumentada entram em cena
Entre os principais recursos tecnológicos utilizados pela exposição estão a inteligência artificial e a realidade aumentada. Essas ferramentas são empregadas em instalações que estimulam diferentes sentidos e permitem uma participação mais ativa dos visitantes durante a experiência. (UFAM)
A realidade aumentada permite sobrepor elementos digitais ao ambiente físico, criando uma combinação entre o espaço real e informações virtuais. Já a inteligência artificial pode ser utilizada para gerar respostas, conteúdos ou comportamentos dentro de experiências digitais, ampliando as possibilidades de interação entre público e instalação.
No contexto da exposição, esses recursos são utilizados em conjunto com componentes eletrônicos e outros sistemas digitais. A proposta é transformar conceitos relacionados à biodiversidade e à preservação ambiental em experiências que possam ser exploradas diretamente pelos visitantes.
Essa utilização da tecnologia também demonstra como recursos associados ao universo dos ambientes virtuais podem ser aplicados em áreas como educação, cultura e divulgação científica. A experiência amazônica apresenta, assim, uma aplicação diferente daquela tradicionalmente associada ao metaverso, levando ferramentas imersivas para dentro de uma proposta de educação e conscientização ambiental.
Cultura amazônica também faz parte da experiência
Além dos aspectos tecnológicos, a exposição foi concebida para valorizar a biodiversidade e as culturas dos povos originários. A UFAM destaca que a iniciativa busca conectar ciência, arte e tecnologia para apresentar a riqueza do ecossistema amazônico e estimular reflexões sobre sua preservação. (UFAM)
As instalações utilizam elementos da fauna e do ambiente amazônico como inspiração. A proposta é permitir que o visitante tenha contato com representações digitais e interativas relacionadas à região, criando uma experiência que combina conhecimento científico e expressão artística.
A integração entre tecnologia e cultura também amplia as possibilidades de utilização de ambientes imersivos para a valorização do patrimônio. Em projetos desse tipo, recursos digitais podem ajudar a apresentar conteúdos complexos de maneira mais acessível, especialmente quando combinados com elementos visuais, sonoros e interativos.
A experiência também reforça a possibilidade de utilizar tecnologias digitais para aproximar públicos que normalmente não têm contato direto com laboratórios ou pesquisas científicas. Dessa maneira, a exposição transforma conceitos acadêmicos em uma experiência aberta à comunidade.
Workshops aproximam visitantes da tecnologia
Além das instalações, a programação da Amazônia Interativa inclui workshops voltados à participação de estudantes e da comunidade. As atividades envolvem a construção de autômatos inspirados na fauna local, permitindo que os participantes tenham contato direto com processos de criação tecnológica. (UFAM)
A proposta transforma o visitante em participante do processo, em vez de mantê-lo apenas como espectador. A construção dos autômatos permite explorar conceitos de tecnologia, criatividade e ciência a partir de elementos associados à fauna amazônica.
Esse formato também pode contribuir para aproximar jovens da área de tecnologia. Ao combinar programação, componentes eletrônicos, arte e elementos da natureza, a atividade apresenta diferentes possibilidades de aplicação da ciência de maneira prática.
A iniciativa reforça ainda o papel das universidades públicas na criação de experiências que conectam pesquisa acadêmica e sociedade. O projeto é realizado em parceria com o Museu da Amazônia e conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM). (UFAM)
Projeto mostra novas aplicações das tecnologias imersivas no Brasil
A experiência desenvolvida pela UFAM ocorre em um momento de expansão das aplicações de realidade aumentada, inteligência artificial e outras tecnologias imersivas no Brasil. Embora o conceito de metaverso tenha sido inicialmente associado principalmente a mundos virtuais e entretenimento, iniciativas como a Amazônia Interativa mostram aplicações em educação, cultura, ciência e meio ambiente.
A utilização desses recursos permite criar novas formas de apresentar informações e estimular a participação do público. No caso da exposição amazonense, o objetivo é utilizar a tecnologia para aproximar as pessoas da biodiversidade e dos desafios ambientais da região.
A iniciativa também mostra que experiências imersivas não dependem necessariamente de um mundo virtual completamente separado do espaço físico. A realidade aumentada e outros recursos de computação espacial permitem combinar objetos, instalações e informações digitais em um mesmo ambiente.
Com isso, projetos brasileiros podem utilizar tecnologias associadas ao metaverso para finalidades que vão além do entretenimento. No caso da Amazônia Interativa, a combinação de arte, ciência, inteligência artificial e realidade aumentada cria uma experiência voltada à educação e à conscientização ambiental. (UFAM)
Fonte:
UFAM — Exposição Amazônia Interativa une arte e ciência para refletir sobre desafios ambientais